Minigarden Blog

A Minha Horta Vertical em casa

A Minha Horta Vertical em casa

A rotina familiar

Estou muito satisfeito com a minha horta. Não mudava nada — só a escala. Sem dúvida nenhuma, vou querer aumentar a minha horta nos próximos tempos.

saladaNa hora de começar esta aventura, a minha família foi o factor que mais pesou. Queria ensinar às minhas filhas o processo de cultivo, os benefícios deste estilo de vida, e dar-lhes a oportunidade de comer saladas e refeições com sabores autênticos e frescos. No fundo, quis-lhes mostrar que há prazer e paixão na produção de algo tão bom como por exemplo morangos — a primeira plantação que fiz. Como elas ainda eram crianças e adoravam morangos a escolha foi simples. A sensação de as ver apanhar e comer os frutos sofregamente é fantástica. Deixa-me mesmo feliz.

Assim, ao longo deste caminho elas aprenderam que o sabor de um fruto acabado de apanhar, na altura certa, é totalmente diferente do sabor dos frutos do supermercado, e são experiências como esta que lhes permitem ter uma visão mais aberta em relação à vida, tanto em família, como com os amigos e com a comunidade em geral.

A horta aumenta, as minhas filhas crescem e a rotina da casa torna-se mais próxima da rotina de uma verdadeira comunidade que partilha produtos frescos e se une na altura da confecção da comida. A horta passou a fazer parte da unidade familiar: “Filha, podes apanhar cebolinho para o gaspacho?” “Mãe, apetece-te uma limonada com hortelã?” “Pai, ensina-me a colher aipo porque a mãe quer usá-lo no tempero do arroz.”

O crescimento da minha horta vertical

À medida que compreendia melhor o potencial do Minigarden, tornei-me mais aventureiro na escolha das configurações e plantas. A pedido da minha mulher, o que começou por ser uma simples disposição de face dupla com o propósito de separar a varanda do jardim do condomínio, acabou por se tornar numa forma mais complexa e ajustada às necessidades do dia-a-dia. Os morangos e as plantas ornamentais deram lugar a hortícolas (alfaces, espinafres, couves, e cebolas) e aromáticas (salsa, coentros, e cebolinho), mas os módulos continuaram a ser os 18 iniciais, aos quais, em 2012, se juntaram os Minigarden Corner e os kits de rega gota-a-gota.

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Hoje em dia, tenho uma horta urbana com 70 plantas (em menos de 0,5m2 de pavimento) que uso nos jantares que faço para os meus amigos — muitos deles não resistiram e já têm hortas verticais Minigarden em casa.

Como sou fã de uma dieta mediterrânea, fiz questão de escolher produtos que se integrassem nas minhas preferências alimentares mas que também se adaptassem às condições do local. Ao fim de 3 semanas comecei a colher as primeiras ervas aromáticas, e ao fim de 4 semanas as primeiras alfaces. Desde então, quase todos os dias consumimos produtos da horta.

Dicas para tornar a sua horta ainda mais verde

  • minigardenTenho de começar por referir uma das grandes vantagens do Minigarden: a manutenção simples quando comparada com a manutenção de uma horta tradicional. Uma vez que não é necessário cavar nem tirar ervas daninhas, o Minigarden é o acessório ideal para alcançar uma horta saudável.
  • A segunda vantagem incontornável do Minigarden é o espaço que ocupa — ou o pouco espaço que ocupa. Por ser um sistema de cultivo vertical, é possível ter mais de 50 plantas em 0,5m2 de chão.
  • Destaco também a facilidade em substituir plantas no Minigarden, nomeadamente as de época (alfaces, salsa, coentros) e de manter a horta organizada. Na minha horta cada linha representa um tipo de plantação.
  • De momento, a minha horta tem algumas plantas de época (alfaces, coentros, salsa e manjericão) que vão ter de ser colhidas ou substituídas no final do seu ciclo de produção. Existem, no entanto, algumas técnicas que podem prolongar o seu ciclo como por exemplo a poda da floração.
  • A qualidade da rega e a da nutrição são fundamentais para o crescimento e saúde das plantas. Eu regulo o programador de rega de acordo com as condições de temperatura e humidade do ar (por exemplo: nos dias de Verão, secos, com temperatura de acima de 30°C, 2 a 3 regas diárias de 2 minutos; na Primavera, quando as temperaturas estão entre os 15°C-24°C rego 3 vezes por semana, máximo de 2 minutos, e assim sucessivamente).
  • Utilizo Minigarden Grow Up Verde na fase após a plantação para promover o crescimento vegetativo e enraizamento das plantas, e depois Minigarden Grow Up Castanho – Biológico como nutrição mais comum.
  • Quando chego a casa depois de um dia de trabalho, vou sempre ver a minha horta. Primeiro, coloco o dedo num dos alvéolos, enterro-o um pouco no substrato e vejo se está húmido, seco ou encharcado para verificar se a rega está adequada. Se estiver húmido a rega está perfeita, se estiver seco precisa de mais água, se estiver encharcado tenho que diminuir o tempo de rega.
  • Verifico também se há folhas secas ou com manchas e retiro-as, e ainda que tipo de insetos estão presentes (um bom indicador de pragas potenciais). Se algumas plantas subarbustivas, como é o caso do manjericão, estiverem a crescer demasiado na vertical, faço podas de manutenção.

Minigarden e plantas de interior para uma casa mais bonita

Minigarden e plantas de interior para uma casa mais bonita

Uma casa com plantas é sem dúvida mais acolhedora e bonita. Quando se abre a porta de casa, a visão de um ser vivo — mesmo não-pensante — é reconfortante, e as cores brilhantes das flores ou folhas trazem alegria a um dia cinzento de tão rotineiro. Como li em algum lado, ter flores em casa faz-nos acreditar que aqui, no sítio onde escolhemos viver, algo pode crescer — uma ideia bonita e verdadeira. Embora uma só planta seja um passo em direcção a uma vida caseira mais simpática, não se fique por esse gesto solitário e dê asas à imaginação: com o Minigarden as combinações são inúmeras e todas maravilhosas.

Como o leque de possibilidades de decoração é amplo, o mais importante é escolher uma inspiração: uma cor, um tema, uma imagem. Tudo é válido. Depois de escolher as espécies que complementam melhor a divisão que quer decorar e com a ajuda dos modelos Minigarden, pode brincar com a disposição e número de plantas.

Flores e cor: a receita mais simples

Vamos começar por uma ideia simples: plantas com flores coloridas. As plantas são uma fonte de brilho e cor dentro de casa. Se preferir organizar a plantação por cores, mantendo a mancha florida no mesmo tom, basta escolher espécies diferentes com pigmentos semelhantes.

Lembre-se que para o efeito ser mais dramático, é preciso que todas floresçam na mesma altura. Em tons de violeta, existem as Violeta Africana, as Oxalis — mais conhecidas como trevos — a Maracas Porphyrocoma e as Gloxínias. Estas plantas ornamentais florescem ao longo do ano todo, excepto a Oxalis triangulares que dá flores de Agosto a Novembro. Em tons de fogo, há a Columéia, a Sardinheira e a Begonia.

Decorar com folhas

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As flores não são o único aspecto interessante das plantas. As folhas também exibem cores e formatos bonitos e permitem criar um espaço caracterizado pela constância do verde e dinâmica das folhas. Os fetos são incontornáveis: o conhecido Feto-espada e o Feto-ninho têm formatos completamente diferentes e são muito usados como plantas de interior. O Clorofito, ou Planta-Aranha, é outro exemplo de uma planta ornamental usada pelas folhas às riscas verde-clara e verde-escura. Por fim, sugiro a Hypoestes porque as folhas variegadas não são verdes.

A força das suculentas e cactos: um espaço escultural

As suculentas e os cactos, pelas suas formas interessantes, são elementos essenciais para tornar um espaço num lugar elegante. Raras pessoas decidem explorar esta área da botânica, mas, para além da originalidade, estas plantas também garantem uma imagem inesperada e bonita. As suculentas e os cactos são como esculturas e a maioria é de cor neutra, o que permite ser-se mais arrojado com outras partes da decoração.

O Cacto Macarrão é uma planta incrível com pequenos ramos que podem crescer até se transformarem em hastes longas — corner-columndurante a Primavera, a cor verde das hastes é acompanhada por uma floração branca. A Jade é uma óptima adição ao seu muro de suculentas. As suas folhas ovais empilhadas umas sobre as outras são uma construção natural brilhante que no Inverno e na Primavera tem a companhia de flores brancas. A Aloé Vera é popular mas nem sempre no jardim, porém, as suas folhas verde-acizentadas vão tornar este conjunto menos monótono. Por fim, pode acrescentar ao seu jardim árido a Echeveria: a rainha deste grupo. A Echeveria também é conhecida como Rosa-de-Pedra e a disposição das suas folhas suculentas explica o porquê do nome.

Decorar com o Minigarden é uma alegria por causa da flexibilidade oferecida pelos módulos. Existem vários exemplos brilhantes do que se pode fazer com o Minigarden Vertical e Corner para tornar as divisões de casa mais arrojadas: uma fila em altura com o Minigarden Corner nos quatro cantos da sala ou uma parede divisória entre ambientes diferentes com o Minigarden Vertical são apenas duas sugestões.

Apague a fronteira entre o interior e o exterior e divirta-se com a liberdade de decorar salas ambíguas.

Manuel Rodrigues – o criador do Minigarden

Manuel Rodrigues – o criador do Minigarden

Manuel Rodrigues, nascido em Guilheiro, concelho de Trancoso, é a cabeça criativa por trás do Minigarden. Para além de ser um empreendedor de sucesso em diferentes áreas — indústria, comércio, serviços e agricultura — Manuel Rodrigues é apaixonado pela natureza, um gosto que garante existir desde a sua concepção. Para ele, o contacto com as plantas é tão natural como o espírito curioso e o olhar incisivo que possui desde miúdo quando ia para o campo lavrar terrenos.

Apesar de ser o criador do Minigarden, Manuel Rodrigues não se considera um inventor, mas um ‘engenhocas’ que aos 12 anos viajou para Lisboa para estudar e trabalhar. A sua vida profissional é marcada pela organização, uma característica que o colocou na vanguarda do empreendedorismo pelas soluções que criou para melhorar a eficiência dos processos industriais. Foi a curiosidade inata e o gosto quase genético pela natureza que o levaram a começar na altura da sua reforma mais uma aventura: o Minigarden.

Numa sala na residência oficial do projecto, rodeados por plantas em Minigardens, Manuel Rodrigues falou-me do seu percurso e das ideias futuristas para a Urban Green Revolution.

Ana Rosado: Pode contar-nos a história de como surgiu a ideia para o Minigarden?

Manuel Rodrigues: Quando fiz a casa onde vivo agora, construiu-se um muro de contenção de terras com cerca de sete metros de altura. Cada vez que olhava para a muralha, não gostava de ver aquele espaço vazio, por isso, decidi criar uma solução. Primeiro, pensei em como poderia decorar a muralha, e, depois, que partido tirava dessa decoração. Como os meus netos ainda eram pequenos e todos os avós gostam de oferecer morangos, foi o que decidi fazer.
No primeiro ano, muito em cima da hora, fiz uma pirâmide no chão com diversos pisos e pus os morangos por ali acima. No ano seguinte, encomendei madeira tratada e revesti a muralha com tábuas inclinadas — enchi-as de terra e plantei morangos. Nesse ano, a plantação correu muito bem e houve morangos para todos. Depois comecei a pensar em como fazer uma montagem do género mas mais prática, e foi assim que nasceu o modelo Minigarden.

AR: Qual foi o momento em que percebeu que o cultivo vertical podia ser mais do que uma forma de se manter activo na altura da sua reforma?

manuel-rodrigues-minigarden-3MR: O vertical surgiu do gosto pelas plantas. Eu gosto muito de plantas, sempre gostei. Tem alguma graça, mas provavelmente até fui gerado no campo porque os meus pais eram camponeses agricultores e as malhadas dos cereais são sempre no Verão, em Agosto. Se contar os meses, desde o meu nascimento até Agosto, são nove, por isso eu acho que nasci de uma sesta. Aliás, na minha terra mais de metade das pessoas nascem nessa época.

AR: Uma teoria interessante.

MR: Eu nasci e fui logo para o campo. É um prazer que se herda. Desde essa altura que, assim como todas as pessoas da minha família, gosto de plantas. Tive um tio que foi particularmente importante na formação da minha personalidade. Ele era resineiro e um grande engenhocas. Mesmo que a asa de um pote de barro se partisse, o meu tio não o deitava fora — enchia tudo com plantas. Acho que isso influenciou o meu gosto pela natureza.

AR: Mas quando viu a sua horta vertical, fruto da influência criadora do seu tio, achou logo que teria um grande potencial?

MR: Com certeza. Logo nessa altura achei que era uma peça fundamental, até porque não havia — ou eu não conhecia — nada semelhante, como se comprovou com a patente que depois registei.
A minha maior vontade era a de prestar um serviço — proporcionar às pessoas condições para exercer uma actividade, contribuindo para a melhoria dessa própria actividade. Nessa altura, pensava muito nessas condições e em incentivar as pessoas a produzir e a tratar de mais plantas.

AR: O que é que lhe deu mais prazer, até agora, nesta aventura?

MR: Muitos momentos. Primeiro, foi utilizar o Minigarden numa estufa. Parecia uma operação de laboratório porque não conheço nenhuma estufa com o nível de higiene e limpeza que havia na nossa. Em segundo lugar, a sensação de colher um fruto que não está em contacto com nada — pendurado. Em termos de aspecto e condições, esta produção está mais próxima de uma cerejeira ou de uma macieira. No fundo, criámos morangos como se se tratasse de uma árvore. Este foi um dos momentos que mais me entusiasmou porque os frutos em contacto com a terra podem ficar doentes e transmitir doenças.

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AR: Referiu os seus pais, a família, e a vida no campo: como é que a paixão pela natureza se reflecte na sua vida desde pequeno?

MR: A vivência no campo, a família, vizinhos e amigos foram importantes. O meu pai tinha sempre flores na horta — na província não é muito natural ter flores na horta — e cultivava várias plantas, às vezes coisas de que eu não gostava: na altura das favas, comia favas todos os dias, e na altura das ervilhas, comia ervilhas todos os dias. Hoje em dia, adoro favas e ervilhas.

AR: Qual é que foi a lição mais importante que aprendeu com o seu pai?

MR: Não tem que ver com plantas. O meu pai nunca comia sem dar de comer aos animais primeiro, e isso ficou sempre gravado na minha memória — nem no campo, nem em casa.

AR: Considera-se um inventor?

MR: Não. Acho que sou um engenhocas. Quando ia para o campo lavrar terrenos, se se partisse uma peça do arado, eu fazia-a logo ali. Nunca voltei para casa por causa de uma peça partida. Quando trabalhava na indústria, desenvolvia processos industriais para embalar com mais rapidez e menos mão de obra. Nos anos 80, tinha a fábrica toda informatizada. No fim de cada dia sabia as matérias primas que tinha em stock, por exemplo.

AR: Gosta de trabalhar com eficiência?

MR: De organização, principalmente. Quando estava no comércio criei o meu próprio código — ainda hoje o uso, cinquenta anos depois — e sabia a qualquer momento quem era o fornecedor e quanto me custava uma garrafa ou um produto qualquer. Tinha tudo etiquetado e em código. Ainda hoje, em casa, tenho as minhas garrafas etiquetadas e sei quanto custaram, e onde e quando as comprei. Mais ninguém percebe o código, só eu. Já tenho este método desde os catorze anos.

AR: De que forma é que a natureza esteve presente na sua vida profissional desde a sua primeira empresa?

manuel-rodrigues-minigarden-2MR: Sempre consegui compatibilizar as duas áreas. Por exemplo, quando fiz os parques industriais, tive o cuidado de os ajardinar. No fundo, fui o primeiro a fazer parques industriais ajardinados há mais de vinte anos.

AR: Como é que vê o futuro do Minigarden?

MR: O Minigarden está em processo de evolução e há muitos planos traçados que vão sendo executados à medida das possibilidades. Por exemplo, vejo no futuro um Minigarden com rega própria e com formatos diferentes.

AR: Acha que o Minigarden contribui para a sustentabilidade do planeta?

MR: Com certeza. Cada Minigarden leva três plantas. Só na China, se conseguirmos vender um a cada pessoa, o planeta fica a ganhar muito. O Minigarden multiplica a plantação.

AR: Qual seria o expoente máximo da Urban Green Revolution?

MR: Parece-me que o expoente máximo seria a cultura de plantas sem terra e sem água. Creio que no futuro isso vai acontecer: plantas no ar. Para mim, esta seria a grande revolução. Para além disso, também é importante cultivar garagens e grandes espaços subterrâneos. Os Israelitas, por exemplo, têm áreas enormes subterrâneas com plantações.
Por outro lado, à medida que os combustíveis aumentam de preço, acho que a proximidade se vai tornar num factor essencial — quanto mais perto de casa estiverem os alimentos, principalmente agrícolas, melhor. O Minigarden, neste caso, é excelente porque permite produzir à porta de casa.

Não consigo perceber como é que ainda há pessoas que não gostam de plantas, as mais antigas fábricas do mundo. Em jeito de ironia, costumo dizer-lhes: ‘Não gostas de plantas? Quando morreres vão-te lá levar.

Como ter alfaces à mão de semear

Como ter alfaces à mão de semear

A alface é um legume indispensável sem o qual o meu frigorífico estaria despido. Salvo raras excepções, as compras semanais costumam incluir pelo menos uma variedade desta verdura tão fresca: frisada, romana, ou lisa. Sendo o principal elemento de uma boa salada, a alface não pode faltar na mesa, principalmente no Verão, altura em que o calor sufocante nos impõe restrições apertadas sobre aquilo que comemos.

Felizmente, plantar alface em casa não é um bicho de sete cabeças, e com a ajuda dos mais novos não custa nada. Se estiverem envolvidas no crescimento dos legumes, é possível que as crianças os comam mais facilmente — se trazem diversão, só podem ser saborosos.

Verde: a cor da sustentabilidade e da saúde

Não há como enganar, quanto mais colorida, mais saudável é a sua alimentação, e o verde é um dos tons obrigatórios em qualquer prato. Para garantir a sua presença, basta ter em casa folhas de alface em abundância: elas vão fazer com que a sua saúde não descarrile. Embora seja um alimento pouco calórico, a alface tem um valor nutricional alto, ajuda a combater insónias e é uma boa fonte de ferro. A beleza da pele e do cabelo também andam de mãos dadas com a ingestão de alface: há quem diga que beber regularmente um sumo deste alimento estimula o crescimento do cabelo.

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Convém lembrar que as folhas mais escuras são mais nutritivas, mas todas são igualmente deliciosas. No entanto, se não sabe de onde vem a alface que come ao almoço, não sabe que químicos foram usados na sua produção. Se assim for, nem com todos os seus nutrientes a alface consegue ser benéfica. O conhecimento é a melhor forma de garantir a segurança dos legumes que ingere.

Por outro lado, embora seja possível cultivar alface durante o ano todo, este legume continua a viajar muitos quilómetro para chegar à sua mesa. Se criar a sua própria produção de alfaces, está a trabalhar para a sustentabilidade da vida terrestre. Para além disso, evita o desperdício que começa logo na fase de produção, em larga escala: antes de chegarem às prateleiras dos supermercados, muitos vegetais já foram parar ao lixo e depois de saírem das lojas, a sua sina não é muito diferente. As alfaces são melhores frescas, por isso, cultive-as e deixe de comprar legumes destinados ao lixo.

Mãos à obra

A alface é uma das verduras mais fáceis de convencer os mais novos a comer — em sanduíches eles nem reparam e adoram — para além de ser uma planta visualmente interessante e integrar qualquer espaço sem problemas. Mas mais do que um projecto divertido, útil e bonito, plantar alfaces também é simples. Fica aqui uma dica: é barato compra-las como baby plants e o resultado visual é imediato.

alfacesExistem inúmeras variedades de alfaces que diferem na textura e forma das folhas, não na data de plantação — elas podem ser plantadas em qualquer altura do ano, mas deve evitar-se a época das geadas e meses muito quentes porque as temperaturas altas geram folhas amargas. A Primavera é a altura ideal para começar a sua produção.
Se gosta de ter acesso a uma grande variedade, cultive diferentes tipos ao mesmo tempo. Por exemplo, a Iceberg é a mais crocante e geralmente utilizada com hambúrgueres e em sanduíches, já a alface de folhas soltas é mais verde e saudável. Pode completar a plantação com alface lisa, e galega.

O padrão e tamanho do cultivo depende da suas necessidades e espaço. Um Minigarden Vertical pode acolher nove plantas — uma em cada alvéolo — mas se precisar de mais, só tem de acrescentar módulos ou combinar com o Minigarden Corner. Se preferir uma opção mais simples, pode plantar as alfaces no Minigarden Basic, recostar-se e vê-las crescer.

Para garantir a qualidade da sua produção, escolha um local de cultivo solarengo, embora a sombra parcial também possa ser vantajosa nas horas mais quentes do dia.

Dicas para uma produção bem sucedida e proveitosa

No casminigarden-alfaceo das alfaces tipo romano, as folhas podem ser colhidas à medida que precisa delas, o que facilita o consumo diário e a permanência de um espaço bonito. Para manter a saúde da plantação, lembre-se que a alface prefere terra húmida. Faça regas mais ligeiras e frequentes — diariamente, ou dia sim dia não — nas alturas menos quentes do dia, e não permita que a terra fique encharcada, ou seca.

Sendo a alface a presença mais marcante do Verão, é fácil tirar proveito dela. A única dificuldade é sair da rotina das saladas e sanduíches — de vez em quando, experimente cozinhar a alface.

Por exemplo, sopa de alface é uma das minhas alternativas preferidas aos pratos frios mais comuns. Deixe ferver água numa panela e adicione alface, batatas, cebola e um caldo de galinha. Acrescente salsa e sumo de limão, e tempere com sal e pimenta. Por fim, bata a sopa no liquidificador.

Não há nada melhor do que folhas de alface frescas e acabadas de apanhar, sempre à mão de semear.

Como cultivar morangos em casa

Como cultivar morangos em casa

Não há Verão sem morangos, a fruta que faz recordar o sabor desta estação. A sua cor vermelha, quente, e viva não deixa prever a frescura de uma dentada e não há nada melhor do que cravar os dentes na pele sarapintada de um morango doce. É pela fruta que conhecemos o morangueiro, no entanto, as bonitas flores brancas de centro amarelo também merecem reconhecimento. Este ano, não há desculpa para não produzir deliciosos morangos — a manutenção é simples e o resultado é um prato óptimo servido numa noite quente de Verão. Para além disso, vai ver a diferença abismal entre os seus morangos e os que compra no supermercado. Só não se assuste se o tamanho dos seus frutos for diminuto, é que o sabor máximo vem em recipientes mais pequenos.

Saúde, sabor e diversão

Quase seria dispensável fazer uma lista dos benefícios e momentos saborosos que os morangos podem trazer, já que todos conhecemos a sua cor vermelha intensa, sinónimo de um fruto doce e fresco. De qualquer maneira, não deixa de ser importante falar na elevada concentração de vitamina C, fibra e potássio dos morangos, que, para além de deliciosos, ajudam a prevenir o cancro, a melhorar a saúde dos olhos e a manter a pele bonita.

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Existem três receitas fresquinhas que não dispenso no Verão. A primeira é limonada de morango, óptima para quem gosta de manter a temperatura corporal amena e uma combinação simples de fazer.

Nas alturas mais quentes, quer-se comida leve, por isso, uma salada de morangos, abacate, queijo e espinafres com molho de mel, sumo de limão e mostarda é essencial.

Por fim, aproveite os morangos que sobram para fazer compota, uma tarefa mais fácil do que parece: lave e corte 500 gramas de morangos, junte 400 gramas de açúcar e o sumo de um limão e deixe ferver em lume brando.

E como se estas razões não fossem suficientes para arregaçar já as mangas, os miúdos também vão adorar plantar morangueiros. Que criança é que não gosta de morangos? Vai ser uma alegria apanhar os frutos com os mais pequenos, mostrar-lhes como crescem, e vê-los deliciar-se com esta sobremesa.

Os primeiros passos

É importante escolher a variedade certa para plantar. Na Primavera, deve preferir variedades remontantes — produzem morangos entre Junho e Outubro — como a Selva, Diamante, Aroma, Albion e Seascape que são mais produtivas. As não-remontantes, como a Camarosa, Chandler, Kwesta, Carisma, Agoura, Ventana e Candonga devem ser plantadas no final do Verão e só produzem morangos uma vez, entre Abril e Junho. É possível comprar os pés de morangueiro em molhos, assim, o resultado é imediato.

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Manter o morangueiro é simples mas, primeiro, é preciso escolher o local certo. Se perder algum tempo na primeira fase do processo, depois só tem de colher os frutos do seu trabalho. Para esta planta, escolha um sítio com boa luz e pouco vento porque ela gosta de sol — um elemento determinante na doçura do fruto. O solo deve ser solto e arejado, com boa capacidade de retenção de água e boa drenagem: precisamente o substrato do seu Minigarden.

A única coisa que falta é o recipiente perfeito para plantar o morangueiro. O Minigarden Vertical é o mais apropriado para ver crescer a sua nova fonte de sabor. Se quiser dar asas à criatividade, use o Minigarden Vertical em conjunto com o Minigarden Corner e adapte-os ao seu espaço, maximizando os limites exteriores e interiores da sua casa. Só um Minigarden Vertical permite plantar nove morangueiros, o Kitchen Garden dá para vinte e quatro, por isso, imagine quantos batidos de morango vai poder aproveitar no Verão.

Ao plantar um morangueiro, retire as folhas velhas e os frutos maduros para não apodrecerem. Por fim, durante a primeira semana, faça uma rega diária, ao final do dia: uma óptima maneira de relaxar e garantir o sucesso da sua produção. Ao invés de usar um regador, pode optar pelo kit de rega, automático ou não, que se liga a uma bomba ou torneira.

Dicas de manutenção

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Depois de tratar da casa permanente dos seus morangueiros, é fácil mantê-los saudáveis. Para isso, deve regá-los uma vez por semana, antes do Verão chegar e, na altura de maior calor, basta garantir que os morangueiros não ficam com muita sede. Porém, lembre-se que quanto mais regar, maiores ficam os frutos, e menos intenso fica o sabor. O ideal é encontrar um equilíbrio.

Tal como as pessoas, o morangueiro também necessita de uma nutrição rica e adequada. Para que não lhe falte nada, use reforços nutritivos Minigarden. Neste caso, recomendamos o Minigarden Grow Up Laranja, para flores e frutos.

De vez em quando, é preciso verificar se há morangos maduros, prontos para serem colhidos e saboreados. Não os deixe apodrecer na planta. Ficam aqui dois conselhos para aumentar o sabor dos morangos: evite regar os morangueiros dois dias antes da colheita e apanhe os morangos na altura mais quente do dia.

O seu novo residente pode dar-lhe algumas alegrias, ou frutos, durante cinco ou seis anos, no entanto, a produção vai diminuindo depois dos dois primeiros anos. Por isso, se quiser manter a qualidade dos morangos, é importante comprar novos pés.

Fáceis de plantar, manter e saborear, os morangos são os heróis do Verão.

A origem do Minigarden

A origem do Minigarden

Não é simples contar a história do Minigarden de uma só vez porque ela é longa e envolveu várias pessoas mas vou traduzi-la do meu ponto de vista. Acredito que vale a pena saber como é que finalmente chegámos ao Minigaden Vertical, um produto que ao primeiro olhar pode parecer uma simples floreira mas que esconde muita sabedoria. A sua simplicidade engana: embora não seja evidente, o Minigarden integra sistemas inovadores, pensados para garantir o sucesso do crescimento e manutenção das plantas.

A semente que deu origem à produção vertical

Tudo começou na cabeça do meu pai, Manuel Maria Rodrigues, um empreendedor nato, com vasta experiência em quase todos os sectores de actividades (agricultura, indústria, comércio e serviços). Foi ele que começou a testar, ensaiar e a desenhar o sistema. O início do Minigarden partiu de uma necessidade simples — a vontade do meu pai em manter-se activo durante a reforma. Depois de dar voltas à cabeça e como tem netos, pensou em partilhar com eles a alegria de plantar morangos. Para isso, construiu várias floreiras na vertical, que funcionaram como uma semente para um projecto em altura. Os morangos foram surgindo com fartura e os modelos foram sendo modificados para garantir o sucesso da produção.

minigardentestDe uma maneira mais concreta, as raízes agrícolas da nossa empresa, a Quizcamp, são o ponto de partida do Minigarden. A empresa foi fundada em 2005 e adquiriu uma propriedade de 110 hectares, localizada numa das zonas mais desfavorecidas da Europa, o Alentejo, para se instalar e implementar o seu projeto. A ideia inicial era produzir e comercializar refeições pré-cozinhadas, enquadradas na alimentação saudável que a dieta mediterrânea proporciona, e outros produtos alimentares de elevada qualidade. Para isso, rapidamente percebemos que seria fundamental colher os vegetais, legumes, leguminosas, ervas aromáticas e os frutos na altura certa para preservar os sabores e aromas que tanto gostamos. Por outras palavras, a proximidade da produção agrícola era essencial.

Para além disso, a qualidade dos produtos também está relacionada com o controlo da produção agrícola — a utilização de transgénicos e pesticidas tem consequências terríveis das quais nos queríamos afastar. Como acreditamos que a tecnologia pode servir o homem e o meio ambiente em simultâneo, optámos pela produção integrada, um sistema que utiliza recursos naturais e mecanismos de regulação que não prejudicam o ambiente. Ou seja, em apenas duas palavras, agricultura sustentável. Por último, para sermos bem sucedidos, seria essencial produzir com baixos custos de exploração, nomeadamente a mão de obra. Menos mão de obra traduzia-se em preços mais competitivos.

Por estas razões tão importantes para nós, decidimos focar-nos em desenvolver um novo sistema de cultivo que produzisse mais e com mais qualidade. Foi assim que a simples floreira criada pelo meu pai para produzir morangos com os netos foi adaptada através de testes que comprovaram o nosso entusiasmo pela produção vertical.

Mas a história estava apenas a começar.

Da agricultura à jardinagem vertical

De início, os objectivos para o Minigarden eram diferentes, até que nos apercebemos da sua genialidade. Nessa altura, sentimos a obrigação de levar este produto aos quatro cantos do mundo e a ideia acabou por ganhar contornos internacionais.

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Depois de identificarmos a necessidade de um novo sistema de cultivo, investimos em moldes, produzimos as peças e demos início aos primeiros trabalhos de campo com várias culturas ao ar livre — ervilhas, favas, aromáticas, hortícolas de pequeno e médio porte, e morangueiros — tanto de sementeira directa, como de plantação. Por fim, passámos para ensaios em estufa.

Durante esta fase estimulante de experiências e testes, recorremos a competências técnico-profissionais externas e independentes de engenharia agrícola. A Engª Marlene Coelho, que fez um estágio connosco e passado um ano se juntou à empresa, foi incansável e uma ajuda preciosa nos estudos deste sistema de cultivo vertical. Os ensaios superaram as nossas expetativas e confirmaram que a nossa ideia teria um enorme potencial para a produção agrícola de algumas culturas. Durante este tempo, fomos conhecendo melhor o Minigarden Vertical e a aprendizagem levou ao seu aperfeiçoamento.

A familiaridade ganha ao longo desta primeira fase fez-nos repensar a nossa estratégia. O objectivo tornou-se mais revolucionário: dar a conhecer ao maior número de pessoas possível esta novidade tecnológica, ambiental e estética. O Minigarden passou a ser uma ferramenta educacional do mundo. Assim, de uma necessidade surgiu a oportunidade de nos focarmos no cultivo urbano.

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Eu acredito que o paraíso é o nosso planeta Terra. Os meus pais sempre me incutiram o respeito pelos outros seres vivos. Infelizmente, a evolução do Homem não tem estado à altura do legado que recebeu. Mas eu acredito no Homem, acredito que podemos deixar aos nossos filhos um mundo melhor do que o que recebemos. Apesar de estarmos à beira do abismo, acredito que chegou o momento de fazermos qualquer coisa de diferente. E é isso que o Minigarden oferece: uma oportunidade de mudança.

A revolução verde urbana

Percebemos então que este sistema de cultivo servia que nem uma luva no cultivo urbano. Assim, a sintonia com a natureza, que me foi passada enquanto crescia pelos meus pais, podia chegar a pessoas do mundo inteiro.

O foco passou a ser diferente: fazer evoluir o nosso sistema para a realidade citadina. Então, decidimos redesenhar o produto, mantendo todas as novidades e funcionalidade do modelo anterior. A evolução culminou num Minigarden mais fácil de utilizar e que permitia mais configurações com menos peças. No fim de 2006, chegámos ao Minigarden Vertical como o conhece hoje em dia.

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O Minigarden oferece uma maneira inovadora de cultivo e jardinagem urbana. As vantagens e possibilidades são tantas que quase inviabilizam a criação de uma lista mas centram-se na simplicidade e modularidade do conceito, nos hábitos alimentares e nas vantagens ambientais, educacionais e para a saúde. As oportunidades são muitas e apenas limitadas pela criatividade de cada um.

O Minigarden Vertical foi o nosso momento Eureka e o seu percurso foi brilhante, apesar das situações menos agradáveis que acontecem em qualquer projecto. Os obstáculos que temos enfrentado talvez sejam um sinónimo do sucesso do nosso produto e, por isso, gostava de destacar uma história e o seu final feliz.

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Dizem que a imitação é a mais sincera forma de elogio, no entanto, a cópia não é o género de louvor que procuramos. Depois de investirmos a nossa criatividade e recursos na criação do Minigarden, queremos que o público tire o máximo de partido deste produto brilhante mas também o queremos proteger. Por essa razão, fizemos o registo da patente.

Contudo, a contrafação teima em aparecer: depois de pagarmos ao governo chinês os registos da patente e dos modelos industriais, tivemos conhecimento de uma cópia do Minigarden Vertical à venda num site chinês. Após diversas diligências, identificámos e notificámos a empresa chinesa que estava a produzir e a comercializar a contrafação. Pedimos-lhes que parassem com o acto ilegal, não uma mas duas vezes, e da segunda através dos nossos advogados. Nunca obtivemos resposta e a conversa tomou o rumo de um monólogo. O produto contrafeito começou a aparecer à venda na Europa e Austrália mas era rapidamente retirado dos estabelecimentos assim que avisávamos as empresas da ilegalidade. No entanto, a única forma de cortarmos o mal pela raiz foi avançar com uma acção judicial no tribunal chinês contra a empresa infractora. A batalha foi ganha e a justiça reposta.

Acreditamos, sem qualquer dúvida, na excelência e genialidade do produto que criámos, porém, às vezes temos de nos agarrar a histórias de valor de maneira a nunca baixarmos a cabeça. Existem vários momentos positivos na história do Minigarden mas há um em especial que me dá sempre força. Foi o maior elogio que tive até hoje do Minigarden e recordo-o nas alturas mais difíceis.

Passou-se em 2008, em Tóquio, na GARDEX, a maior feira do sector da jardinagem do Japão. A feira durou três dias e o número de visitas ao nosso stand foi, como de costume, elevado — um claro reflexo do interesse pelo produto. No primeiro dia, já a tarde ia a meio, atendi uma arquitecta paisagista japonesa, que não falava inglês.

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Com a ajuda da tradutora que nos apoiou naqueles dias, apresentei o produto à arquitecta e iniciámos uma conversa longa e interessante, motivada pelas suas perguntas pertinentes e detalhadas. Ela mostrou um profundo interesse e compreensão das funcionalidades únicas do Minigarden Vertical e terminou a troca de palavras com um discurso bastante elogioso ao nosso produto. A sintonia foi tão clara que até comentei com o meu colega Pedro Mendonça, na altura o Gestor de Produto, e com a tradutora, que tinha ficado impressionado com a forma como a senhora tinha percebido o produto.
No dia seguinte, também a meio da tarde, a senhora voltou acompanhada pelo marido. Ele falava inglês e disse-me estar curioso acerca do produto brilhante de que a mulher lhe tinha falado. Depois de apresentar o produto, ele teceu grandes elogios ao Minigarden Vertical e entregou-me uma carta que a esposa tinha escrito sobre o nosso sistema de cultivo. A carta estava escrita num inglês perfeito e o conteúdo era impressionante porque enaltecia as qualidades do Minigarden de uma forma emocionante.

O que mais me comoveu, ao ponto de me embargar a vista, foi a forma como ela descreveu e imaginou o percurso de desenvolvimento do Minigarden, desde a génese até aquele momento — tal como eu fiz, de maneira mais metódica e real, através destas palavras.